segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Roteiro de matéria textual

Esse é um exemplo de roteiro de matéria textual, desenvolvida a partir de uma pauta, que usamos no rádio.

Manchete:
Adaptação do seriado Speed Racer para o cinema deixa os fãs divididos.

Chamada:
Produzido pelos mesmos criadores de Matrix, os irmãos Andy e Larry Wachowski, o longa é escandalosamente colorido, brilhante, barulhento e rápido. O filme consegue agradar aqueles que estão descobrindo Speed Racer agora e os fãs mais antigos.

Cabeça:
Lançado no Brasil no começo de maio, a adaptação do célebre quadrinho japonês e desenho animado criados na década de 1960 por Tatsuo Yoshida, Speed Racer é um dos principais lançamentos da atual temporada (estréia em 570 salas no país, cerca de 80 delas em São Paulo). A muito aguardada volta de Andy e Larry Wachowski à direção conta a história do jovem viciado em corridas de automóveis, Speed Racer, herdeiro de uma família com longa tradição no esporte. O filme dos Wachowski mistura a lógica visual dos animes com atores reais. Para atingir isso, os irmãos basicamente trocaram as câmeras por computadores. O jornalista Renato Siqueira, fã de animes e mangás, a princípio não gostou da idéia de ser uma produção americana, mas gostou do resultado final.

Ilustração:
"Apesar de eu não curtir muito os efeitos que eles usam no filme, que é muito cromaqui, é muita coisa em 3D, os atores contracenando com um fundo que não existe e tal. Tirando isso, o filme ficou uma coisa bem bacana, porque consegue agradar aquele moleque que está descobrindo o que que é o Speed Racer agora e aquele cara que é fã mais antigo, que sabe como são os veículos, a série, os personagens e conhece bem e tal”.

Passagem:
De acordo com o jornalista, os irmãos Wachowski reuniram e reproduziram muitos elementos do mangá.

Ilustração:
"Eles conseguiram reunir bastante elementos do mangá. E assim, como é dirigido pelos irmãos Wachowski, eles tentaram fazer a visão deles do mangá, eles tentaram pegar e produzir um mangá igual ao que a gente acha, como a gente lê os mangas, como a gente vê os quadrinhos japoneses. Tentaram pegar alguns elementos que eles tinham de cultura pop mundial, sabe, e asiática também e tentaram adaptar para uma versão cinematográfica”.

Passagem:
A adaptação agradou também quem não tinha conhecimento da série. O estudante Juliano Nequirito, apesar de não ter acompanhado o seriado, gostou da preocupação com os detalhes do filme.

Ilustração:
“Eu gostei do filme por certos detalhes, por exemplo, a preocupação em descrever a vida de certos personagens. Outras características, com relação ao carro ou aos competidores me pareceu que foi muito fiel ao desenho. O que mais me chamou a atenção foi a forma como os criadores conseguiram mesclar o filme, os personagens reais com o cenário todo colorido, que lembra muito os mangás japoneses”.

Passagem:
Entretanto, o cenário colorido do filme não agradou a todos. O estudante Leonardo Maturana achou o filme muito próximo ao desenho e produzido de uma maneira muito infantil e colorida.

Ilustração:
“Eu não gostei do filme, achei o filme ruim. Em relação a comparar com o seriado eu acho que ele ficou bem parecido com o desenho mesmo, ele foi muito fiel ao desenho, mas ele não trouxe nada de novo. Normalmente você espera algo um pouco diferente do que seja o desenho e achei que o filme foi muito infantil também, eles usaram muitos recursos coloridos, muitos efeitos especiais difícil de se engolir”.

Encerramento:
Opiniões à parte, o resultado pode ser conferido nas salas de cinema.


Assinatura:
Ricardo Gouvêa para o jornal Fala Barão!

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