A paixão pelos carros antigos normalmente é negócio de gente grande, de pessoas mais velhas. Entretanto, há os mais jovens que também gostam do assunto. A estudante Giovana Pardo Mêo,24, é uma feliz proprietária de um Fusca 78 há dois anos, herança de família, e não troca o seu carro por nada.
Para ela, o gosto pelo Fusca foi herdado de família, assim como o modelo que possui, que foi de sua avó e depois de seu pai. Como lembrança de sua infância, o ronco do motor e a buzina são características marcantes do automóvel, além do “chiqueirinho” (espécie de porta-malas) em que costumava aboletar-se.
Daniella Radwan Vieira,19, também compartilha o mesmo gosto que Giovana: possui um Fusca 66. Foi paixão à primeira vista. “Achei ele lindo”, conta a estudante quando foi apresentada ao carro.
A praticidade de dirigir e de estacionar é elogiada por Giovana, que também aponta um fenômeno curioso: no trânsito as pessoas respeitam mais quem está a bordo de um velho Volkswagen. “É gostoso você ver que outras pessoas também gostam do carro. Aonde eu paro, às vezes alguém pergunta se eu não quero trocá-lo ou vendê-lo. Mas esse é meu e eu não vendo de maneira alguma”, comentou Giovana.
Daniella também já foi muitas vezes “tentada” a se desfazer de seu fusquinha. “Já me ofereceram R$ 15 mil”, disse a estudante. Mas ela não troca de jeito nenhum e faz questão de cuidar muito bem do carro e de não estacioná-lo em lugares inseguros. Seu pai, Benedito Vieira Júnior é colecionador de automóveis antigos e soube passar o gosto para os filhos. Apesar de possuir alguns exemplares raros, como um Ford 1932 e um Chevrolet 1936, Vieira os pilota com freqüência. Também participa de encontros de carros antigos e vai rodando com seus carros.
Além de compartilharem o mesmo gosto por Fusca, as estudantes sabem da importância que existe em resgatar a história e preservar o patrimônio. São carros que fizeram parte da história de seus pais e avós e que também marcaram o início da indústria automobilística brasileira.
A evolução
Há 17 anos
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